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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Luas sempre virgens.




Nunca devemos pensar que temos mais lembranças que futuro...
É aí que paramos, esfinges de sal, contando os anos sobre o muro.
Este cresce, num abraço que é sufoco, e num repente tudo anoitece.

                                               . . .

Imagino agora um equinócio... 
Crianças partem num mar chão para ilhas "do longe"... 
Todas chegarão mais nuas do que partiram,
numa odisseia branca de luas sempre virgens...


© Manuel Tavares, 2012

1 comentário:

  1. É assim a infância e assim é o adulto que mantém viva a criança. :)

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