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domingo, 28 de outubro de 2012

Que energia queremos?




Amanhã baixa novamente a gasolina e gasóleo. Esta queda dos produtos petrolíferos nos mercados será certamente ilusória, há que continuar alerta e pensar no futuro.

Penso que neste momento devemos ser realistas. Há que acelerar rapidamente a tecnologia que torne as alternativas uma opção cada vez mais viável. Andamos a "pastar" à conta do petróleo e agora de repente, como era previsível, esta opção é cada vez mais incomportável (as flutuações de preços só o confirmam, até porque as "altas" têm superado em muito as "baixas").

Há também que fazer contas. O que é mais viável, investir na investigação ou comprar centrais nucleares? Existe sempre o problema da necessidade premente e diária de energia que não se compadece com "estudos" e "laboratório", existe também a possibilidade de continuar a comprar a quem tem centrais nucleares, deixando a eles o ónus do perigo e a outros o ónus do lixo (leia-se países do terceiro mundo).

Penso que centrais nucleares só deviam existir em locais geologicamente estáveis e logicamente, o mais longe do mar possível. No entanto esta opção deve ser sempre olhada como último recurso.

Portugal tem ainda muito por onde "furar" na solar, eólica e térmica (através do aproveitamento das suas enormes reservas de desperdícios florestais). Existem bons indicadores nesse sentido que nos permitiriam reduzir, em muito, a dependência externa, tanto dos combustíveis fósseis, como dos países que nos vendem energia baseada...no nuclear.

© Manuel Tavares

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