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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Estado Novo


E não sou nem nunca fui um cego apoiante quer do Estado quer do Privado, apenas penso que são duas dimensões naturais da nossa sociedade que se podem complementar, mas não canibalizar. Nenhuma delas tem esse direito. 
No entanto passemos à ordem do dia. Ainda me vou rir a bom rir um dia, quando ficar claro para muitos que quem mais se apoia ou apoiou no Estado, é precisamente quem hoje muito  o critica

A começar no nosso PM que sempre o "rondou" com a ajuda do seu amigo "Clorofila".

Vamos lá ver uma coisa, o Estado que temos perde milhares de milhões de euros a financiar os prejuízos dos privados (PPPs). Viram alguma redução dessa despesa no actual orçamento? Não. Viram foi mas é um aumento brutal, por exemplo, na despesa com as PPPs rodoviárias.

De que "Estado" falamos afinal? Daquele que rouba o contribuinte para salvar bancos de agiotas e aldrabões? É este o "Estado" que falamos? Ou falamos do Estado que faz contractos com a "Lusoponte" que dava para pagar não sei quantas "Vasco da Gama"?

Ou falamos do “Estado” que faz contractos com uma empresa privada, a Parque Escolar, contractos de construção e manutenção ruinosos "ad eternum", criando despesas astronómicas regulares (para além dos habituais "desvios" dos orçamentos iniciais para construção e renovação de edifícios escolares)?

Falamos do "Estado" que vende a sua parte em empresas lucrativas como a EDP mas fica com as que dão prejuízo? É deste "Estado" que falamos? Este "monstro" anti privado” e gerador de "buracos orçamentais"?

Sabiam que só o aumento das despesas com as ex-scuts é superior ao que o governo queria poupar ao "rapar o tacho" aos limites inferiores do subsídio de desemprego?
Sabiam que estas despesas com as PPPs se devem sobretudo a contractos absolutamente absurdos e por isso carentes de legalidade? Em que uma parte a tudo é obrigada e a outra se deixa a obrigação...do lucro? Contractos nulos portanto.

É deste “Estado” que falamos? Então amigos liberais este “Estado” não pode falir! Este “Estado” é fixe! Que vão fazer quando ele "esticar o pernil"?
Há uma solução...Vamos emagrecer o “Estado”. Não na despesa com os corajosos “empreendedores” privados que dele dependem, mas nas coisas supérfluas, como educação, saúde e cultura. É isso! Toca a acabar com esse regabofe! Mas sem acabar com o “€stado”. Vamos assim canalizar o dinheiro dos contribuintes para o que intere$$a… A nossa ideia de “€stado”. Aquela que nos “intere$$a”, claro está …

Para um “Estado” assim então que se acabe com o Estado… Que tudo se pague do bolso de quem comprar bens ou serviços, assim tudo custará o que tem de custar, assim ficará claro quem nos anda a roubar, isto é, se esse alguém de facto sobreviver num mundo onde a “livre iniciativa” é de facto real, e não travestida de nomes giros como… “liberal”…

Os nossos “liberais” parecem um arrumador de carros toxicodependente. Estilo, mete a moedinha no parquímetro (Estado) e dá-me outra a mim (Privado). Sabendo nós que no fim ainda nos rouba o carro…e o parquímetro.
Bem-vindos então à definição liberal de “Estado”... Um Estado Novo portanto!


© Manuel Tavares 25/10/2012

2 comentários:

  1. É bem verdade. Hoje quando ouço nos media falar de um empresário de sucesso, fico logo desconfiada, pois muitos foram os casos em que se soube que viviam de rendas, negociatas de amigos, fraudes, etc, etc. Empresários e empreendedores somos todos nós que lutamos diariamente para levar o barco a bom porto, com as nossas nano-mini-micro-pequenas empresas totalmente estraguladas com o aumento colossal de impostos e a queda vertiginosa das vendas. Mesmo que no final tenham de declarar insolvência, são uns heróis por terem aguentado tanto neste país de amigalhaços.

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    1. É isso mesmo. Às pessoas custa-lhes entender que este governo é anti-economia real. O resto é conversa...

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